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“Deus
é Deus das surpresas” constituiu o eixo central das
apresentações de quatro conferências proferidas por
teólogos de Sociedades Bíblicas e do Seminário Teológico
Centro-Americano, dias 11 e 12 de março, nesta cidade
e em *Quetzaltenango, a 200 km da capital.
Narratología e contexto cultural e histórico no Antigo
e do Novo Testamento foram as especialidades ministradas
pelos doutores Edesio Sánchez e Guidoberto Mahecha,
ambos de Sociedades Bíblicas Unidas. As apresentações
foram assistidas por 90 pessoas, entre pastores, pastoras,
líderes e estudantes de teologia de diferentes igrejas.
“É uma necessidade entender que a Bíblia é uma literatura
narrativa, desde a concepção oriental. Essa é a razão
pela qual Deus nos surpreende com os diferentes recursos
que usa para comunicar a sua mensagem de libertação",
disse Sánchez.
“A leitura narrativa da Bíblia revela que trata-se de
um texto revolucionário e libertador. Usa a debilidade,
o desvalorizado ou menosprezado pelos homens. Aparecem
os inválidos como Aod, a burra, os enfermos, para comunicar
sua mensagem muito unida a nosso contexto latino-americano”,
emendou.
O teólogo frisou que para uma leitura narrativa da Bíblia
é importante que seja lida na sua unidade, completa,
sem fragmentar ou tomar apenas uma parte dela.
Mahecha falou da importância e necessidade da leitura
do Novo Testamento, o qual permite um entendimento dos
textos dos Evangelhos onde, por exemplo, o livro de
Marcos resulta um relato. Essa maneira de acercar-se
deles indica os pontos de vista do escritor, escolhe
os personagens que falam e que não falam, os ativos
e os passivos, decide o tempo, o ordem e o espaço em
que aparecem, arrolou.
“A leitura narrativa nos ajuda a entender aquelas mensagens
que estão ocultas no discurso, as intenções de seu autor”,
disse. “Este é o caso do que ocorre com as culturas
originárias, entendemo-las ao realizar uma leitura narrativa
da história”, explicou.
Os professores destacaram que tanto na leitura do Antigo
e do Novo Testamentos é preciso reconhecer que há uma
narrador, a criação dos palcos que introduz a narração,
bem como uma combinação da informação entre os diferentes
aspectos narrados, com o propósito de informar, mudar
ou reformar ouvintes e leitores.
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