Deus das surpresas é tema de conferências
Inserida em 18/03/2010 - Fonte: ALC
“Deus é Deus das surpresas” constituiu o eixo central das apresentações de quatro conferências proferidas por teólogos de Sociedades Bíblicas e do Seminário Teológico Centro-Americano, dias 11 e 12 de março, nesta cidade e em *Quetzaltenango, a 200 km da capital.

Narratología e contexto cultural e histórico no Antigo e do Novo Testamento foram as especialidades ministradas pelos doutores Edesio Sánchez e Guidoberto Mahecha, ambos de Sociedades Bíblicas Unidas. As apresentações foram assistidas por 90 pessoas, entre pastores, pastoras, líderes e estudantes de teologia de diferentes igrejas.

“É uma necessidade entender que a Bíblia é uma literatura narrativa, desde a concepção oriental. Essa é a razão pela qual Deus nos surpreende com os diferentes recursos que usa para comunicar a sua mensagem de libertação", disse Sánchez.

“A leitura narrativa da Bíblia revela que trata-se de um texto revolucionário e libertador. Usa a debilidade, o desvalorizado ou menosprezado pelos homens. Aparecem os inválidos como Aod, a burra, os enfermos, para comunicar sua mensagem muito unida a nosso contexto latino-americano”, emendou.

O teólogo frisou que para uma leitura narrativa da Bíblia é importante que seja lida na sua unidade, completa, sem fragmentar ou tomar apenas uma parte dela.

Mahecha falou da importância e necessidade da leitura do Novo Testamento, o qual permite um entendimento dos textos dos Evangelhos onde, por exemplo, o livro de Marcos resulta um relato. Essa maneira de acercar-se deles indica os pontos de vista do escritor, escolhe os personagens que falam e que não falam, os ativos e os passivos, decide o tempo, o ordem e o espaço em que aparecem, arrolou.
“A leitura narrativa nos ajuda a entender aquelas mensagens que estão ocultas no discurso, as intenções de seu autor”, disse. “Este é o caso do que ocorre com as culturas originárias, entendemo-las ao realizar uma leitura narrativa da história”, explicou.

Os professores destacaram que tanto na leitura do Antigo e do Novo Testamentos é preciso reconhecer que há uma narrador, a criação dos palcos que introduz a narração, bem como uma combinação da informação entre os diferentes aspectos narrados, com o propósito de informar, mudar ou reformar ouvintes e leitores.