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Logo após o cismo de 7 graus na escala Richter que atingiu
a capital do Haiti, ontem, milhares de pessoas foram
às ruas e, de mãos dadas, cantaram hinos religiosos,
enquanto outras tantas corriam de um lado ao outro em
busca de ajuda médica.
Despacho da AP informa que hospitais de Porto Príncipe
não conseguem atender toda a demanda de feridos, tamanha
a catástrofe que se abateu sobre a capital. A tragédia
foi considerada a pior na região, em 200 anos.
É impossível, ainda, ter a contabilidade de mortos,
feridos e desaparecidos. Cenas mostram ruas e prédios
destruídos, entre eles o Palácio presidencial, a catedral
de Porto Príncipe, o edifício da ONU.
O terremoto sobre Porto Princípio ocorreu às 16h53min,
hora local, cujo epicentro foi localizado a uma profundidade
de 10 quilômetros, a 15 quilômetros da capital.
A comunidade internacional reagiu de imediato com propostas
de ajudas aos danificados. O ex-presidente Bill Clinton,
enviado especial da ONU para o Haiti, disse que está
coletando dados para contribuir à plena recuperação
do país caribenho.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos informou que
outros movimentos tectônicos, mas menores, poderiam
vir a ocorrer nas próximas horas. |